Mãe e ex-atendente de padaria: Saiba quem era a mulher em situação de rua que morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado

Mulher em situação de rua encontrada morta em terreno teve relacionamento de cinco meses “Companheira” e “divertida”, esses são os adjetivos que Naya...

Mãe e ex-atendente de padaria: Saiba quem era a mulher em situação de rua que morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado
Mãe e ex-atendente de padaria: Saiba quem era a mulher em situação de rua que morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado (Foto: Reprodução)

Mulher em situação de rua encontrada morta em terreno teve relacionamento de cinco meses “Companheira” e “divertida”, esses são os adjetivos que Nayara Pires usou ao falar da irmã, Monara Pires, de 31 anos, que estava em situação de rua e morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado. Ao g1, Nayara contou que a irmã era mãe de dois filhos e já trabalhou como atendente de padaria. O corpo de Monara foi encontrado no dia 7 de julho, parcialmente carbonizado. Mais de um mês depois, em 22 de agosto, o suspeito do crime foi preso. Como o nome dele não foi divulgado, o g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Como mãe, Monara era uma leoa-protetora, e também muito divertida, ela adorava brincar com os filhos. "Muitas vezes, eu brincava com ela, falando que ela parecia mais uma irmã do que uma mãe," disse a irmã. LEIA TAMBÉM: Mulher em situação de rua encontrada morta em terreno teve relacionamento de cinco meses com o suspeito, diz irmã AGRESSÃO: Preso suspeito de matar mulher em situação de rua já tinha agredido a vítima antes do assassinato, diz delegado SUSPEITO PRESO: Jovem é preso suspeito de matar e atear fogo ao corpo de mulher em situação de rua Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, foi morta em Rio Verde Divulgação/Polícia Civil Luta contra as drogas Ao g1, Nayara contou que a Monara começou se envolver com drogas ainda na adolescência. Aos 17 anos, ela conheceu seu primeiro namorado, com quem teve seu primeiro filho. Foram três anos juntos e, segundo a irmã, ele foi muito bom para ela. "Nesse período que ela esteve com ele, ela não usou drogas", disse Nayara. Monara tentou iniciar o curso de direito, mas a dependência química a impediu de continuar, informou a irmã. "Ela sempre contou com a ajuda da família, quando tinha cerca de 24 anos, minha tia começou a pagar a faculdade dela," disse Nayara. Aos 26 anos, nasceu o segundo filho de Monara. Segundo a irmã, ela estava tentando parar de usar drogas. "Foi aí que aconteceu a primeira internação, passou 1 ano na clínica, mas, cerca de 1 mês depois de sair, voltou a usar. A partir daí a situação só foi piorando," lamentou Nayara. No ano passado, ela foi internada novamente, mas não ficou nem um mês, informou a irmã. "Ela foi morar no rancho com meu pai, para ver se melhorava," disse Nayara. "Depois da 1ª internação que ela voltou a usar, minha mãe arrumou um emprego, para ver se ela ocupava a cabeça e conseguia se livrar do vício, ela até deu uma controlada, mas logo abandonou tudo de novo," se recorda a irmã. Monara Pires foi assassinada em julho; namorado é suspeito Arte/g1 'Namorado possessivo' Monara teve um relacionamento de cinco meses com o suspeito do crime. Segundo a irmã, ela conheceu o homem em fevereiro e chegou a reclamar do ciúme possessivo dele. Nayara disse que percebeu machucados na irmã, mas que Monara não falava o que estava acontecendo. Segundo Nayara disse ao g1, das vezes que ela viu o suspeito, quase não conversou com ele. Ela disse que conversava com a irmã, e a família chegou a mandar dinheiro na tentativa de ajudar Monara. "Nós percebemos que ela aparecia em casa mais machucada. Muitas vezes nos perguntamos se era ele (namorado), mas ela nunca falava. Lembrei que ela chegou a reclamar sobre o ciúme possessivo dele", contou. Nayara contou que eles ficaram dormindo em um albergue. Segundo a irmã, o pai delas tem uma casa na cidade que ficava fechada. Então, Monara e o namorado chegaram a morar nesse imóvel antes do crime. A família pede que o suspeito seja punido. "Que a justiça seja feita e que esse ele seja punido com a severidade que seus crimes merecem", clama Nayara. Monara com os dois filhos Arquivo pessoal/Nayara Pires de Moraes Relembre o caso O corpo de Monara foi encontrado em um lote baldio no Bairro Popular, em Rio Verde. O delegado que investiga o caso, Adelson Candeo, disse que o jovem de 26 anos suspeito de cometer o crime foi preso no dia 22 de agosto. Segundo as investigações, o suspeito já teria agredido Morana diversas vezes por ciúmes. Adelson disse ao g1 que um dia antes do assassinato, a casa que o pai dela havia cedido para ela morar havia sido incendiada pelo mesmo homem. O delegado disse que o jovem tem passagens por crimes patrimoniais no estado de São Paulo e estava há pouco tempo em Goiás. Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos Divulgação/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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